Sexta-feira, Julho 10, 2009

Curiosidade

Passei a última meia hora a ecrever um texto piroso e um tanto ou quanto lamechas (porém com grande profundidade e interesse). Ora, o rato, claramente com sensibilidade a mais depois de tantas palavras bonitas escritas tanto tempo depois, seleccionou todo o texto.
Ora, eu estava profundamente convencida de que o que estava seleccionado era a foto que eu pretendia apagar para substituir, vai daí carreguei no delete. Vai daí, claro, fiquei sem texto, e como as minhas palavras eram completamente espontâneas (e muitas) já não me lembro de metade.
Obrigada querido blog, nós agradecemos.

Terça-feira, Março 03, 2009

A ponderar

Não sei se faz sentido voltar a escrever neste blog.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Volto já

Colocações. Oito horas em filas para a inscrição. Procurar casa. Malas. Livros intermináveis. Sorrisos. Praxe. Aulas. Noites. AAC. Juristas Loucos. Juristas Geniais. O toque da cabra.O Troica. Madrinha. Velhos amigos. Novos amigos. Vinho. Cerveja. Traçado. Cantar. Sorrir muito. Padrinho. Fumo. Cigarros. Poeira. Sol. Vodka. Café. Vitaminas. Congelados. Feito Conceito. A Praça da República. Monumentais. Respirar fundo. Tertúlias. Jantares. Doutores. Veteranos. Caloiros. Bebedeiras. Escrever músicas. Escorregar na calçada. Enganos nas salas. Salas cheias. Salas vazias. Sentar no chão. Brincar. Mais sorrisos. Descobrir. Perder. Teatro Académico de Gil Vicente. A Baixa de Coimbra. Sotaques, todos menos o coimbrão. Faculdades. Pólos. Serenata. Capas negras. Lágrimas. Latada. Bar de Direito. Balcão. Zona VIP. Recinto. Pães com chouriço. Mais sorrisos. Mais jantares. Mais vinho. Mais cerveja. Litradas. Fotografias. Descobrir mais. Calor. Dançar. Gritar. Frio. Chuva. Algumas aulas. Poucas aulas. Cortejo. Gente. Ruas. Fatiotas. Mais vinho. Baptismo. Lágrimas quentes. Abraços. Beijos. Convívios. Noitadas. Agora sim, aulas. Tradições. Estudo. Biblioteca. Obama.

Sobrevivi a isto tudo, este espaço também. As minhas palavras nunca morrerão.

Domingo, Setembro 14, 2008

Lalalala



A imagem está horrível, mas dá para perceber, não dá?

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Da emoção

"Não é natural que a vida me traga outro encontro com as emoções naturais. Quase desejo que apareça para ver como sinto dessa segunda vez, depois de ter atravessado toda uma extensa análise da primeira experiência. É possível que sinta menos; é também possível que sinta mais. Se o Destino o der, que o dê. Sobre as emoções tenho curiosidade. Sobre os factos, quaisquer que venham a ser, não tenho curiosidade nenhuma."

Bernardo Soares,
Sr. Bernardo Soares


Sobre as emoções, dou por mim a procurá-las aleatoriamente, tão alienadamente que por vezes nem sei se sou eu que as procuro, ou se me invento outra, como se personagem, para o fazer.
Procuro-as para as ver partir, de poucas coisas na vida tenho tanta certeza. Procuro-as porque as preciso- o meu fascínio pela tragédia transformou as emoções em droga, boas ou más, não me importa, não me preocupa, não me nada- ao encontrá-las, procuro outras: emoções novas que me façam implodir as anteriores, que me façam implodir a mim, para que eu possa renascer, para que me possa reconstruir.
No fundo, acredito como quem quer acreditar, embora saiba que esta esperança vale tanto quanto a crença num deus ateu, que se me obrigar a renascer talvez também o Destino seja obrigado a escrever novas linhas para mim.
Bem sei que se um dia estas palavras ficarem gastas de tanto serem lidas, que é o que desejo, me irão acusar de incoerências, erros crassos, infantis, fáceis. Acredito no Destino mas renuncio a um deus? Pois bem, assim é hoje, que talvez amanhã, no final do dia, as emoções me levem a dizer que o princípio básico da nossa existência é o livre arbírio, que foi a única cisa que trouxemos connosco quando Deus nos largou aqui, à nossa sorte.
Percebem? Emoções. Emoções só pelo sentir, quero lá saber como se perpetuam, se se perpetuam; que me importam a mim verdades absolutas, dados adquiridos, certezas perenes? Emoção pela emoção, sentir pelo sentir, recomeçar por recomeçar.
Emoções para contrariar este tédio, que eu não consigo, não consigo de forma nenhuma, alimentar aquilo que sou apenas com este fumo branco e a parede negra. Emoções, mesmo que elas me tragam , afinal, novamente aqui, as ste cigarro e a este corpo largado no chão que antes era vermelho e agora é branco.
Emoções, vividas e reais, inventadas e tão reais quanto quaisquer outras.
Dói. Claro que dói passar pelos sorrisos como quem passa pela vida- é demasiado fugaz, demasiado rápido, "só quando dói é devagar".
Dói. Dói voltar aqui sozinha, mas é à solidão que pertenço- toda e qualquer emoção para além desta é um presente, uma dádiva, algo que não me deixa adiar o coração.
Tenho emoções e cigarros, deixem-me estar. Tenho sons e memórias. Tenho café e lágrimas. Deixem-me estar.
E não me digam que esta ferida vai sarar, nem que esta dor vai passar. Deixem-me estar, descansar.
Estou demasiado cansada para sair agora e procurar por mais vertigens.

Sábado, Julho 26, 2008

Quero é viver

Começou oficialmente a Silly Season em Sever do Vouga.
Juro que até vos explicava exactamente o porquê, mas tenho que ir trabalhar, portanto é algo que ficará para depois.
Mas posso prometer-vos que a minha noite vai ser cheia de sorrisos.
A vida acontece-me tanto que, imagine-se!, acho que posso escrever "eu estou feliz".




Sabem que mais?
"As minhas noites são mais belas que os vossos dias"

Segunda-feira, Julho 14, 2008

Destes dias

A vida tem-me acontecido.
Não me peçam para vir aqui actualizar isto quando a vida me acontece- não quero perder um raio de sol, um olhar, um trago de um cigarro, um segundo desta vida que agora me acontece.
Porque acordar quase feliz é muito melhor do que acordar para fazer um intervalo entre os sonos.









E ainda assim, eu estou aqui a escrever isto, o que, naturalmente, significa que o fim está para acontecer, que volto sempre ao mesmo e que já estou quase de volta à minha vida intermitente.
Quero lá saber, a vida sempre foi fodida.